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	<title>Comentários sobre Pra não morrer como um idiota</title>
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	<description>Porque o problema não é morrer; é morrer como um idiota!</description>
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		<title>Comentário sobre Que é a ciência? por Que é a ciência? - II &#171; Ordinária, mas Bonitinha</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/08/14/que-e-a-ciencia/#comment-16</link>
		<dc:creator>Que é a ciência? - II &#171; Ordinária, mas Bonitinha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 19:11:02 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Que é a ciência? em Pra não morrer como um idiota. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Que é a ciência? em Pra não morrer como um idiota. [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Cultismo por Bruno Muta Vivas</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/07/26/cultismo/#comment-15</link>
		<dc:creator>Bruno Muta Vivas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 01:18:46 +0000</pubDate>
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		<description>Outro ponto:

&quot;Então, a futilidade das preocupações das pessoas é algo que me impressiona cada vez mais, a futilidade das minhas próprias preocupações passadas me impressiona.”

Daquele texto que ilustra o &quot;Sobre&quot; de nosso blog. Penso que esclarece um pouco do que escrevi acima e concorda com o que você já havia escrito: um texto pelo texto, seria uma atitude digna de Narciso, só pela pompa de ver seu belo texto escrito, pela futilidade de demonstrar seu belo cabeção &quot;culto&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outro ponto:</p>
<p>&#8220;Então, a futilidade das preocupações das pessoas é algo que me impressiona cada vez mais, a futilidade das minhas próprias preocupações passadas me impressiona.”</p>
<p>Daquele texto que ilustra o &#8220;Sobre&#8221; de nosso blog. Penso que esclarece um pouco do que escrevi acima e concorda com o que você já havia escrito: um texto pelo texto, seria uma atitude digna de Narciso, só pela pompa de ver seu belo texto escrito, pela futilidade de demonstrar seu belo cabeção &#8220;culto&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Cultismo por Bruno Muta Vivas</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/07/26/cultismo/#comment-14</link>
		<dc:creator>Bruno Muta Vivas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 01:13:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=37#comment-14</guid>
		<description>Dell&#039;a,

Sim, escrever nos dá certo prazer; mas não será esse prazer só conseqüência de ter feito algo bom? Me explico melhor com uma outra pergunta, acho: um texto sem conteúdo, vazio mesmo, mas considerado belo, realmente daria esse prazer da escrita? Penso que não.

Pelo menos para mim, e é só &quot;achismo&quot;, um texto como exercício de retórica somente não é algo nem proveitoso, nem belo, mas perda de tempo.

Do prolixo e nem sempre claro,
Bruno Vivas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dell&#8217;a,</p>
<p>Sim, escrever nos dá certo prazer; mas não será esse prazer só conseqüência de ter feito algo bom? Me explico melhor com uma outra pergunta, acho: um texto sem conteúdo, vazio mesmo, mas considerado belo, realmente daria esse prazer da escrita? Penso que não.</p>
<p>Pelo menos para mim, e é só &#8220;achismo&#8221;, um texto como exercício de retórica somente não é algo nem proveitoso, nem belo, mas perda de tempo.</p>
<p>Do prolixo e nem sempre claro,<br />
Bruno Vivas</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Pessoa &#8211; Ele não queria morrer como idiota por rafaelcigano</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/24/pessoa-ele-nao-queria-morrer-como-idiota/#comment-13</link>
		<dc:creator>rafaelcigano</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 18:16:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=35#comment-13</guid>
		<description>Bolini, 
 Vejo que o blog está começando a se acender. Você e o mestre (muito embora &quot;matador de discussões&quot; de 2f!...) dell&#039;Avanzi selecionaram a fina flor para o nosso deleite.
 Não me resta senão dar vazão ao meu ímpeto encomiástico.
 &quot;É que a poesia é espanto, admiração, como de um ser tombado dos céus, a tomar plena consciência de sua queda, atônito diante das coisas.&quot;
 Para mim, a filosofia tem muito que ver com isto daqui!!
 Abç,
 Gitano</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bolini,<br />
 Vejo que o blog está começando a se acender. Você e o mestre (muito embora &#8220;matador de discussões&#8221; de 2f!&#8230;) dell&#8217;Avanzi selecionaram a fina flor para o nosso deleite.<br />
 Não me resta senão dar vazão ao meu ímpeto encomiástico.<br />
 &#8220;É que a poesia é espanto, admiração, como de um ser tombado dos céus, a tomar plena consciência de sua queda, atônito diante das coisas.&#8221;<br />
 Para mim, a filosofia tem muito que ver com isto daqui!!<br />
 Abç,<br />
 Gitano</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre À gitano, agitano! por rafaelcigano</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/21/a-gitano-agitano/#comment-12</link>
		<dc:creator>rafaelcigano</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 18:11:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=29#comment-12</guid>
		<description>Grande dell&#039;Avanzi (é assim que se escreve?),
 Proponho uma interpretação complementar à sua. Um pouco diferente, mas quiçá interessante.
 &quot;Aqui onde a vida e a sorte
  Movem as cousas que há&quot;
 Pensei que a &quot;vida&quot; poderia ser a nossa contribuição para o mundo, enquanto a &quot;sorte&quot; a Providência. Então o mundo, feito por Deus, é devolvido a Ele pelo homem com um toque, um cheiro, uma marca, humana.
 &quot;Mas, seja o que for o enigma
 De haver qualquer cousa aqui
 Terá de mim o próprio estigma
 Da sombra em que eu vivi.&quot;
 Aqui fiquei com uma interrogação na alma...
 Será que ele fala que o &quot;estigma&quot; que o &quot;enigma&quot; ganhará é a contribuição pessoal(no caso deste poema, Fernando Pessoal)? 
 &quot;estigma da sombra&quot; - estaria o nosso caríssimo Pessoa falando de uma má contribuição feita ao mundo? Uma ferida que o mundo ganhou (&quot;estigma&quot;) do mal da sua alma (&quot;sombra em que eu vivi&quot;)?
 O q vcs acham?
 Cigano</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande dell&#8217;Avanzi (é assim que se escreve?),<br />
 Proponho uma interpretação complementar à sua. Um pouco diferente, mas quiçá interessante.<br />
 &#8220;Aqui onde a vida e a sorte<br />
  Movem as cousas que há&#8221;<br />
 Pensei que a &#8220;vida&#8221; poderia ser a nossa contribuição para o mundo, enquanto a &#8220;sorte&#8221; a Providência. Então o mundo, feito por Deus, é devolvido a Ele pelo homem com um toque, um cheiro, uma marca, humana.<br />
 &#8220;Mas, seja o que for o enigma<br />
 De haver qualquer cousa aqui<br />
 Terá de mim o próprio estigma<br />
 Da sombra em que eu vivi.&#8221;<br />
 Aqui fiquei com uma interrogação na alma&#8230;<br />
 Será que ele fala que o &#8220;estigma&#8221; que o &#8220;enigma&#8221; ganhará é a contribuição pessoal(no caso deste poema, Fernando Pessoal)?<br />
 &#8220;estigma da sombra&#8221; &#8211; estaria o nosso caríssimo Pessoa falando de uma má contribuição feita ao mundo? Uma ferida que o mundo ganhou (&#8220;estigma&#8221;) do mal da sua alma (&#8220;sombra em que eu vivi&#8221;)?<br />
 O q vcs acham?<br />
 Cigano</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre 120 anos de Fernando Pessoa por Bruno Muta Vivas</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/17/120-anos-de-fernando-pessoa/#comment-11</link>
		<dc:creator>Bruno Muta Vivas</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 01:58:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=28#comment-11</guid>
		<description>&quot;&lt;em&gt;Isto, por sua vez, é um símbolo - porque a significa - da não-idiotice, isto é, da mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.&lt;/em&gt;&quot;

Caramba, ignorando todo o resto do post e dos comentários, isso me fez pensar um pouco e - num arroubo de soberba - ver como muita gente ainda é idiota. Ainda...  ;)

Mas não vou me estender mais, porque o Fredão me desanimou!: &quot;&lt;em&gt;Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.&lt;/em&gt;&quot; Hahaha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>Isto, por sua vez, é um símbolo &#8211; porque a significa &#8211; da não-idiotice, isto é, da mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.</em>&#8221;</p>
<p>Caramba, ignorando todo o resto do post e dos comentários, isso me fez pensar um pouco e &#8211; num arroubo de soberba &#8211; ver como muita gente ainda é idiota. Ainda&#8230;  <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas não vou me estender mais, porque o Fredão me desanimou!: &#8220;<em>Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.</em>&#8221; Hahaha</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre 120 anos de Fernando Pessoa por Fred Bonaldo</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/17/120-anos-de-fernando-pessoa/#comment-10</link>
		<dc:creator>Fred Bonaldo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 12:53:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=28#comment-10</guid>
		<description>Caro Gitano:

Coincide plenamente. Na verdade, o que eu fiz - o tal do &quot;exercício filosófico&quot; - acho que foi só encher lingüiça, vá saber...

Fred</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gitano:</p>
<p>Coincide plenamente. Na verdade, o que eu fiz &#8211; o tal do &#8220;exercício filosófico&#8221; &#8211; acho que foi só encher lingüiça, vá saber&#8230;</p>
<p>Fred</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre 120 anos de Fernando Pessoa por Rafaelcigano</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/17/120-anos-de-fernando-pessoa/#comment-9</link>
		<dc:creator>Rafaelcigano</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 23:35:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=28#comment-9</guid>
		<description>Caríssimo Fred,
 Na verdade eu não quis dar a entender que a política na &quot;minha&quot; faculdade é um &quot;puxar de tapetes&quot;. Coloquei o &quot;minha&quot; como exemplo que cada um pode ter.
 O que eu tinha em mente é que a reação egoísta - que seria, por assim dizer, uma &quot;essência&quot; - pode ser iluminada de várias formas. Você a nota de forma clara no relacionamento de países, depois você o vê no seu dia-a-dia, então também nos seus atos. 
 Comparando diversos particulares de similar &quot;essência&quot;, ter-se-ia o que Pessoa designou compreensão. Seria um entendimento profundo de uma realidade.
 Você acha que assim coincidiria com o que você disse ou há alguma diferença que vale a pena elucidar?
 Abç,
 Gitano</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo Fred,<br />
 Na verdade eu não quis dar a entender que a política na &#8220;minha&#8221; faculdade é um &#8220;puxar de tapetes&#8221;. Coloquei o &#8220;minha&#8221; como exemplo que cada um pode ter.<br />
 O que eu tinha em mente é que a reação egoísta &#8211; que seria, por assim dizer, uma &#8220;essência&#8221; &#8211; pode ser iluminada de várias formas. Você a nota de forma clara no relacionamento de países, depois você o vê no seu dia-a-dia, então também nos seus atos.<br />
 Comparando diversos particulares de similar &#8220;essência&#8221;, ter-se-ia o que Pessoa designou compreensão. Seria um entendimento profundo de uma realidade.<br />
 Você acha que assim coincidiria com o que você disse ou há alguma diferença que vale a pena elucidar?<br />
 Abç,<br />
 Gitano</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre 120 anos de Fernando Pessoa por Fred Bonaldo</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/17/120-anos-de-fernando-pessoa/#comment-8</link>
		<dc:creator>Fred Bonaldo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 21:41:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=28#comment-8</guid>
		<description>Gitano:

Valeu pela recordação do natalício do grande Pessoa e mais ainda pela transcrição desse trecho tão bom!

Coincido plenamente com a sua interpretação do que o luso diz sobre “erudição” e “cultura”. Quanto a como você interpreta o que ele fala sobre “compreensão”, tento aqui fazer um exercício filosófico, que pretendo que desemboque num incentivo a mais para não morrermos idiotas.

Em primeiro lugar, penso que o que ele chama “símbolos” quer dizer “significados”. A palavra “significado” tem a ver com “signo”, que, por sua vez, tem a ver com “sinal”. E o “símbolo” é uma coisa que “simboliza” ou “sinaliza” algo. Em outras palavras: “símbolo” é um troço que sinaliza outro troço. Tipo: uma placa de trânsito que diz “Retorno a 5 km” é um símbolo que sinaliza o pedaço de estrada que sai de uma mão da via principal e a liga à mão oposta. A “placa” não é “o trecho da estrada”, mas o simboliza.

Cotejando este exemplo com o processo de conhecimento humano, temos: a idéia que tenho de uma coisa, de uma pessoa ou de um acontecimento é a “placa”, enquanto que a coisa, a pessoa ou o acontecimento é “o trecho de estrada”. A idéia que está na minha cabeça pode ser chamada de “símbolo-significado”, e a coisa, a pessoa ou o acontecimento pode ser chamado de “simbolizado-significante”. O primeiro é a “embalagem”; o segundo é o “conteúdo”.

Se a lambança acima estiver correta, então eu diria que a idéia que você, Gitano, tem da política da sua universidade (um acontecimento que envolve pessoas e coisas) é um “símbolo” que você construiu - mais ou menos acertado, não sei - da “política da sua universidade” em si, que existe e é de uma determinada forma, independentemente da idéia que você, eu ou qualquer outra pessoa possa ter dela. Certamente, você chegou à conclusão de que essa política é, basicamente, “uma puxação de tapetes” comparando-a, pelo menos, com outros acontecimentos de que você tomou ciência ao longo da vida e que também os considerou “uma puxação de tapetes”.

Então, pergunto-me: será que a política da universidade do Gitano é mesmo “uma puxação de tapetes”? Acredito que sim, porque conheço você e confio nos seus pareceres. No entanto, eu não sairia afirmando por aí que aquilo lá é um “antro de egoístas impiedosos” até que houvesse motivo para tanto e sem que eu tivesse consultado o parecer de outras pessoas que, como você, andam por lá. Eu precisaria me certificar que o símbolo que elas construíram sobre “a política da sua universidade” também é “uma puxação de tapetes” ou algo aproximado.

Por isso, é necessário que eu compare vários símbolos acerca da política da sua universidade para começar a construir o meu. Isto, por sua vez, é um símbolo - porque a significa - da não-idiotice, isto é, da atitude contrária à mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.

Fred

PS: se o que Aristóteles disse sobre a leitura estiver correto, ela só será de utilidade a mim - que estou a caminho dos 32 - e ao Hugo - que deve estar beirando os 60. Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gitano:</p>
<p>Valeu pela recordação do natalício do grande Pessoa e mais ainda pela transcrição desse trecho tão bom!</p>
<p>Coincido plenamente com a sua interpretação do que o luso diz sobre “erudição” e “cultura”. Quanto a como você interpreta o que ele fala sobre “compreensão”, tento aqui fazer um exercício filosófico, que pretendo que desemboque num incentivo a mais para não morrermos idiotas.</p>
<p>Em primeiro lugar, penso que o que ele chama “símbolos” quer dizer “significados”. A palavra “significado” tem a ver com “signo”, que, por sua vez, tem a ver com “sinal”. E o “símbolo” é uma coisa que “simboliza” ou “sinaliza” algo. Em outras palavras: “símbolo” é um troço que sinaliza outro troço. Tipo: uma placa de trânsito que diz “Retorno a 5 km” é um símbolo que sinaliza o pedaço de estrada que sai de uma mão da via principal e a liga à mão oposta. A “placa” não é “o trecho da estrada”, mas o simboliza.</p>
<p>Cotejando este exemplo com o processo de conhecimento humano, temos: a idéia que tenho de uma coisa, de uma pessoa ou de um acontecimento é a “placa”, enquanto que a coisa, a pessoa ou o acontecimento é “o trecho de estrada”. A idéia que está na minha cabeça pode ser chamada de “símbolo-significado”, e a coisa, a pessoa ou o acontecimento pode ser chamado de “simbolizado-significante”. O primeiro é a “embalagem”; o segundo é o “conteúdo”.</p>
<p>Se a lambança acima estiver correta, então eu diria que a idéia que você, Gitano, tem da política da sua universidade (um acontecimento que envolve pessoas e coisas) é um “símbolo” que você construiu &#8211; mais ou menos acertado, não sei &#8211; da “política da sua universidade” em si, que existe e é de uma determinada forma, independentemente da idéia que você, eu ou qualquer outra pessoa possa ter dela. Certamente, você chegou à conclusão de que essa política é, basicamente, “uma puxação de tapetes” comparando-a, pelo menos, com outros acontecimentos de que você tomou ciência ao longo da vida e que também os considerou “uma puxação de tapetes”.</p>
<p>Então, pergunto-me: será que a política da universidade do Gitano é mesmo “uma puxação de tapetes”? Acredito que sim, porque conheço você e confio nos seus pareceres. No entanto, eu não sairia afirmando por aí que aquilo lá é um “antro de egoístas impiedosos” até que houvesse motivo para tanto e sem que eu tivesse consultado o parecer de outras pessoas que, como você, andam por lá. Eu precisaria me certificar que o símbolo que elas construíram sobre “a política da sua universidade” também é “uma puxação de tapetes” ou algo aproximado.</p>
<p>Por isso, é necessário que eu compare vários símbolos acerca da política da sua universidade para começar a construir o meu. Isto, por sua vez, é um símbolo &#8211; porque a significa &#8211; da não-idiotice, isto é, da atitude contrária à mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.</p>
<p>Fred</p>
<p>PS: se o que Aristóteles disse sobre a leitura estiver correto, ela só será de utilidade a mim &#8211; que estou a caminho dos 32 &#8211; e ao Hugo &#8211; que deve estar beirando os 60. Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre 120 anos de Fernando Pessoa por Fred</title>
		<link>http://naomorreridiota.wordpress.com/2008/06/17/120-anos-de-fernando-pessoa/#comment-7</link>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:13:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://naomorreridiota.wordpress.com/?p=28#comment-7</guid>
		<description>Gitano:

Valeu pela recordação do natalício do grande Pessoa e mais ainda pela transcrição desse trecho tão bom!

Coincido plenamente com a sua interpretação do que o luso diz sobre &quot;erudição&quot; e &quot;cultura&quot;. Quanto a como você interpreta o que ele fala sobre &quot;compreensão&quot;, tento aqui fazer um exercício filosófico, que pretendo que desemboque num incentivo a mais para não morrermos idiotas.

Em primeiro lugar, penso que o que ele chama &quot;símbolos&quot; quer dizer &quot;significados&quot;. A palavra &quot;significado&quot; tem a ver com &quot;signo&quot;, que, por sua vez, tem a ver com &quot;sinal&quot;. E o &quot;símbolo&quot; é uma coisa que &quot;simboliza&quot; ou &quot;sinaliza&quot; algo. Em outras palavras: &quot;símbolo&quot; é um troço que sinaliza outro troço. Tipo: uma placa de trânsito que diz &quot;Retorno a 5 km&quot; é um símbolo que sinaliza o pedaço de estrada que sai de uma mão da via principal e a liga à mão oposta. A &quot;placa&quot; não é &quot;o trecho da estrada&quot;, mas o simboliza.

Cotejando este exemplo com o processo de conhecimento humano, temos: a idéia que tenho de uma coisa, de uma pessoa ou de um acontecimento é a &quot;placa&quot;, enquanto que a coisa, a pessoa ou o acontecimento é &quot;o trecho de estrada&quot;. A idéia que está na minha cabeça pode ser chamada de &quot;símbolo-significado&quot;, e a coisa, a pessoa ou o acontecimento pode ser chamado de &quot;simbolizado-significante&quot;. O primeiro é a &quot;embalagem&quot;; o segundo é o &quot;conteúdo&quot;.

Se a lambança acima estiver correta, então eu diria que a idéia que você, Gitano, tem da política da sua universidade (um acontecimento que envolve pessoas e coisas) é um &quot;símbolo&quot; que você construiu - mais ou menos acertado, não sei - da &quot;política da sua universidade&quot; em si, que existe e é de uma determinada forma, independentemente da idéia que você, eu ou qualquer outra pessoa possa ter dela. Certamente, você chegou à conclusão de que essa política é, basicamente, &quot;uma puxação de tapetes&quot; comparando-a, pelo menos, com outros acontecimentos de que você tomou ciência ao longo da vida e que também os considerou &quot;uma puxação de tapetes&quot;.

Então, pergunto-me: será que a política da universidade do Gitano é mesmo &quot;uma puxação de tapetes&quot;? Acredito que sim, porque conheço você e confio nos seus pareceres. No entanto, eu não sairia afirmando por aí que aquilo lá é um &quot;antro de egoístas impiedosos&quot; até que houvesse motivo para tanto e sem que eu tivesse consultado o parecer de outras pessoas que, como você, andam por lá. Eu precisaria me certificar que o símbolo que elas construíram sobre &quot;a política da sua universidade&quot; também é &quot;uma puxação de tapetes&quot; ou algo aproximado.

Por isso, é necessário que eu compare vários símbolos acerca da política da sua universidade para começar a construir o meu. Isto, por sua vez, é um símbolo - porque a significa - da não-idiotice, isto é, da mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.

Fred

PS: se o que Aristóteles disse sobre a leitura estiver correto, ela só será de utilidade a mim - que estou a caminho dos 32 - e ao Hugo - que deve estar beirando os 60. Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gitano:</p>
<p>Valeu pela recordação do natalício do grande Pessoa e mais ainda pela transcrição desse trecho tão bom!</p>
<p>Coincido plenamente com a sua interpretação do que o luso diz sobre &#8220;erudição&#8221; e &#8220;cultura&#8221;. Quanto a como você interpreta o que ele fala sobre &#8220;compreensão&#8221;, tento aqui fazer um exercício filosófico, que pretendo que desemboque num incentivo a mais para não morrermos idiotas.</p>
<p>Em primeiro lugar, penso que o que ele chama &#8220;símbolos&#8221; quer dizer &#8220;significados&#8221;. A palavra &#8220;significado&#8221; tem a ver com &#8220;signo&#8221;, que, por sua vez, tem a ver com &#8220;sinal&#8221;. E o &#8220;símbolo&#8221; é uma coisa que &#8220;simboliza&#8221; ou &#8220;sinaliza&#8221; algo. Em outras palavras: &#8220;símbolo&#8221; é um troço que sinaliza outro troço. Tipo: uma placa de trânsito que diz &#8220;Retorno a 5 km&#8221; é um símbolo que sinaliza o pedaço de estrada que sai de uma mão da via principal e a liga à mão oposta. A &#8220;placa&#8221; não é &#8220;o trecho da estrada&#8221;, mas o simboliza.</p>
<p>Cotejando este exemplo com o processo de conhecimento humano, temos: a idéia que tenho de uma coisa, de uma pessoa ou de um acontecimento é a &#8220;placa&#8221;, enquanto que a coisa, a pessoa ou o acontecimento é &#8220;o trecho de estrada&#8221;. A idéia que está na minha cabeça pode ser chamada de &#8220;símbolo-significado&#8221;, e a coisa, a pessoa ou o acontecimento pode ser chamado de &#8220;simbolizado-significante&#8221;. O primeiro é a &#8220;embalagem&#8221;; o segundo é o &#8220;conteúdo&#8221;.</p>
<p>Se a lambança acima estiver correta, então eu diria que a idéia que você, Gitano, tem da política da sua universidade (um acontecimento que envolve pessoas e coisas) é um &#8220;símbolo&#8221; que você construiu &#8211; mais ou menos acertado, não sei &#8211; da &#8220;política da sua universidade&#8221; em si, que existe e é de uma determinada forma, independentemente da idéia que você, eu ou qualquer outra pessoa possa ter dela. Certamente, você chegou à conclusão de que essa política é, basicamente, &#8220;uma puxação de tapetes&#8221; comparando-a, pelo menos, com outros acontecimentos de que você tomou ciência ao longo da vida e que também os considerou &#8220;uma puxação de tapetes&#8221;.</p>
<p>Então, pergunto-me: será que a política da universidade do Gitano é mesmo &#8220;uma puxação de tapetes&#8221;? Acredito que sim, porque conheço você e confio nos seus pareceres. No entanto, eu não sairia afirmando por aí que aquilo lá é um &#8220;antro de egoístas impiedosos&#8221; até que houvesse motivo para tanto e sem que eu tivesse consultado o parecer de outras pessoas que, como você, andam por lá. Eu precisaria me certificar que o símbolo que elas construíram sobre &#8220;a política da sua universidade&#8221; também é &#8220;uma puxação de tapetes&#8221; ou algo aproximado.</p>
<p>Por isso, é necessário que eu compare vários símbolos acerca da política da sua universidade para começar a construir o meu. Isto, por sua vez, é um símbolo &#8211; porque a significa &#8211; da não-idiotice, isto é, da mania de palpitar sobre tudo só com base no que eu penso.</p>
<p>Fred</p>
<p>PS: se o que Aristóteles disse sobre a leitura estiver correto, ela só será de utilidade a mim &#8211; que estou a caminho dos 32 &#8211; e ao Hugo &#8211; que deve estar beirando os 60. Portanto, deixem de dar pitaco nas próximas reuniões, eh, eh.</p>
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